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Bluesoft no AWS re:Invent 2019: Veja as novidades

A Bluesoft participou do AWS re:Invent 2019, a oitava edição do evento global da Amazon Web Services (AWS). 

Neste ano o evento foi realizado entre 30 de novembro e 6 de dezembro de 2019, em Las Vegas/EUA, onde ocorre desde 2012.

A Bluesoft esteve presente em todas as edições e viu de perto o crescimento do evento e da liderança da AWS em Cloud Computing. 

Em 2019 o evento contou com mais de 65 mil participantes que vieram de todas as partes do planeta.

O AWS re:Invent é composto por diversas atividades como workshops, palestras, cases, bootcamps e chalk talks. O evento conta também com vários keynotes com anúncios de novos produtos e serviços. No total foram mais de 2.500 atividades que destacaram diversos lançamentos realizados ao longo do evento.

O evento já começou no domingo a noite e foi até o início da tarde de sexta-feira. É uma verdadeira imersão em Computação em Nuvem.

Este ano, nós da Bluesoft, fomos em cinco pessoas e nos dividimos para aproveitar o máximo de conteúdo possível. Mesmo assim, conseguimos participar apenas de uma fração das atividades disponíveis devido ao tamanho da conferência.

Preparamos esse artigo com um resumo dos principais destaques do evento para compartilhar um pouco do que aprendemos e vimos por lá, para que você possa estar lá conosco. Confira!

Instâncias para EC2 M, R, e C Sexta Geração

A AWS já havia, no passado, anunciado seus próprios processadores, mas em 2019 anunciaram a segunda geração, o Graviton2. Eles são baseados na arquitetura Arm de 64 bits e oferecem um grande salto em desempenho e recursos em relação aos processadores AWS Graviton da primeira geração. As principais mudanças são: 7x desempenho, 4x o número de núcleos de computação, caches 2x maiores e memória 5x mais rápida.

Os novos processadores são usados nas instâncias M6g, C6g e R6g do EC2 que fornecem desempenho de preço até 40% melhor em relação a instâncias de geração atual. Isso faz com que eles sejam ideais para diversos casos de uso, como microsserviços, computação de alto desempenho, automação de design eletrônico, jogos, bancos de dados de código-fonte aberto e caches de memória. 

Confira na palestra abaixo, o Deep Dive nas novas instâncias de EC2, anunciadas do re:Invent 2019:

Instâncias Inf1 de EC2 com o Chip Inferentia

Em se tratando de Machine Learning, há dois momentos importantes e distintos, um deles é o de treinamento do algoritmo e o outro é o de fazer inferências em cima do algoritmo treinado. A grosso modo, você pode, por exemplo, usar uma base histórica de dados de vendas para fazer um algoritmo de previsão de vendas (forecasting). Depois de fazer o treinamento com esses dados, você poderá fazer inferências para projetar vendas futuras.

Ano passado a AWS anunciou o desenvolvimento de um chip especializado para fazer Inferência de ML, e esse ano as Instâncias Inf1 foram anunciadas. Elas são novos tipos de instâncias do EC2 justamente para dar suporte a aplicativos de inferência de machine learning usando esses chips. Cada instância Inf1 pode contar com até 16 chips AWS Inferentia.

Segundo a AWS, essas instâncias Inf1 tem throughput até 3x maiores e custo por inferência até 40% menores do que as instâncias G4, que já eram as de menor custo para inferência antes. 

Confira a palestra que mostra como o Amazon Alexa usa as novas instâncias Inf1 para ter alta performance em inferência de ML:

HPC

A AWS também vem se posicionado como plataforma líder em HPC. No Keynote de Petter DeSaints foi apresentado o caso da Fórmula 1 que contou como vem usando a AWS para criar e processar modelos de aerodinâmica autônoma que exigem níveis absurdos de computação, tudo isso com uma fração do custo que teriam com o uso de supercomputadores, confira:

Serviços ML para Não Experts

A AWS continua com uma onda de lançamentos para tornar o uso de inteligência artificial mais fácil e acessível para todos. Nos anteriores foram anunciados serviços para transformar texto em áudio e áudio em texto (Polly), serviços para reconhecimento de imagem (Rekognition), um serviço para forecasting de vendas (Forecast), e até um serviço para recomendações personalizadas (Amazon Personalize) para citar alguns.

Esse ano, os serviços de AI anunciados nessa mesma linha, foram:  

Fraud Detector

Serviço que utiliza AI para detecção e prevenção de fraudes tais como fraude em pagamento online e a criação de contas falsas.

Transcribe Medical

Serviço que utiliza AI para interpretação de textos que contém vocabulário da área de medicina e saúde. Ideal para transcrições precisas de consultas médicas entre pacientes e médicos.

Kendra

Serviço para construção de indexação e busca contextualizada em cima de base de conhecimento corporativa. É possível fazer perguntas em linguagem natural que são interpretadas e respondidas com base nos documentos indexados.

CodeGuru

Uso de IA para análise de código fonte e profiling de aplicações. Inicialmente disponível apenas para aplicações na linguagem Java.

A2I (Augmented AI)

esse é um serviço que facilita a construção de fluxos de trabalho (workflows) necessários para a análise humana para previsões de ML. Alguns casos de uso são: a moderação de conteúdo, análise de imagens, análise de crédito, etc. Veja um exemplo para classificação de imagem:

Veja a palestra de introdução do A2I:

Amazon Rekognition Custom Labels

Seguindo com IA para reconhecimento de imagens, agora você pode criar seus próprios recursos de análise de imagem baseados em machine learning (ML), visando encontrar objetos e cenas exclusivas e adequadas para suas necessidades de negócio além dos recursos nativos do Rekognition. Um dos clientes da AWS que usa esse recurso, é a NFL (Liga de Futebol Americano).

Contact Lens for Amazon Connect

Esse novo serviço usa ML para analisar ligações em um call center, entender sentimentos, tendências e até analisar o compliance do atendimento.

Veja a palestra de lançamento:

DJL – Deep Java Library

Uma Lib Open Source para construir modelos de Deep Learning em Java. Saiba mais.

Sage Maker Studio

O SageMaker Studio é uma IDE Web, que te permite executar todas as etapas de desenvolvimento de Machine Learning: criar, treinar e implantar modelos. 

Você pode fazer o upload rápido de dados, criar notebooks, treinar e ajustar modelos, alternar entre as etapas para ajustar experimentos, comparar resultados e implantar modelos na produção em um único local, tornando-se muito mais produtivo. 

Veja no vídeo abaixo a palestra completa de introdução do Sage Maker Studio com direito a uma demonstração.

Mais um Hardware Inteligente: DeepComposer

Depois da alexa (voice), DeepLens (câmera), e do DeepRacer (carro), apesar de nossas apostas indicarem que o próximo hardware seria um Drone que carinhosamente nomeamos de DeepFly, a AWS surpreendeu, lançando um instrumento musical equipado com inteligência artificial, o DeepComposer.

Movimentos para Nuvem Híbrida e Baixa Latência

Em anos anteriores foram anunciadas as regiões de borda (edge locations) justamente para poder distribuir conteúdo via CDN (CloudFront) e posteriormente para executar funções lambda com menor latência. 

Por exemplo, aqui na América do Sul a AWS tem apenas uma região, localizada em São Paulo. Porém, ela possui Edge Locations em Bogotá, Buenos Aires, Rio de Janeiro, e Santiago.

Em 2019, seguindo essa tendência, a AWS lançou uma série de novos serviços para explorar aplicações de menor latência.

AWS Outposts

Esse foi um dos anúncios com maior repercussão na mídia. Apesar de já ter sido anunciado no ano passado, agora está oficialmente disponível para o público em geral. 

O Outposts permite que você tenha um rack de equipamentos da AWS rodando em seu datacenter, permitindo que você possa executar serviços da AWS de forma local e com baixa latência.

Para entender veja esse vídeo explicando o conceito do Outposts:

Confira também o case e palestra do uso de Outposts na Philips Health:

Local Zones

Zonas locais são um novo tipo de implantação de infraestrutura que coloca os serviços de computação, armazenamento, banco de dados e outros serviços seletos da AWS em locais onde ainda não há uma região da AWS (Region). 

Ela é ideal para quando se tem requisitos rigorosos de baixa latência. A primeira Local Zone anunciada foi a de Los Angeles. 

Então, se por algum motivo você precisa oferecer um App com requisitos de baixa latência para o público de Los Angeles, agora você pode fazer isso, usando a AWS. Vale ressaltar que nem todos os serviços da AWS estarão disponíveis na Local Zone, mas é possível estabelecer uma VPC com uma AZ para acessar os demais serviços.

AWS Wavelength

O AWS Wavelength permite executar aplicações com latências inferiores a 10 milissegundos para dispositivos móveis. As Zonas do Wavelength funcionam dentro de datacenters dos provedores de telecomunicações no edge das redes 5G e acessam facilmente a variedade de serviços da AWS na região. 

Ela é ideal para streaming de games e TV ao vivo, inferência de machine learning, e realidade aumentada e virtual (AR/VR). A primeira parceria da AWS anunciada foi a Verizon, mas a AWS deixou claro que muitas outras virão pela frente.

Confira o anúncio do Wavelength pelo CEO da Verizon no Keynote do re:Invent:

Veja mais detalhes na palestra de lançamento do Wavelength: 

Ao que parece o AWS Outposts foi o que permitiu o desenvolvimento e a expansão dos demais serviços de baixa latência como Local Zones e AWS Wavelength.

Computação Quântica: Amazon Braket

Um dos temas mais mal compreendidos e, ao mesmo tempo, mais falados na área de tecnologia em 2019 foi computação quântica. E é claro que a AWS não poderia ficar de fora dessa festa, não é mesmo?

No re:Invent 2019 a AWS anunciou o Amazon Braket, um serviço gerenciado que ajuda a começar a usar a computação quântica, fornecendo um ambiente de desenvolvimento para explorar e projetar algoritmos quânticos, testá-los em computadores quânticos simulados e executá-los em diferentes tecnologias de hardware quântico (computadores supercondutores baseados em portas da Rigetti, computadores supercondutores de recozimento quântico da D-Wave e computadores de armadilha de íons da IonQ).

A AWS também anunciou um programa chamado Amazon Quantum Solutions Lab para conectar clientes com experts em computação quântica, machine learning e HPC para ajudar eles a identificar oportunidades de colocar essas tecnologias em prática em prol de seus negócios. 

Para saber mais, veja essa palestra sobre computação quântica na AWS:

Containers e Kubernetes

Fargate: Kubernetes e Spot

O Fargate é um serviço que permite que você execute seus containers no ECS ou no Kubernetes com o mindset Serverless. Agora é possível economizar até 70% usando capacidade ociosa da AWS. 

Ele é ideal para workloads não críticos que podem ser interrompidos sem criar grandes problemas, seguindo o mesmo princípio do EC2 Spot.

Para aprender, veja essa palestra sobre a otimização de custos com o Fargate Spot:

Outra novidade no Fargate é a integração com EKS, que é o serviço de Kubernetes da AWS.

Veja os detalhes:

ECS Cluster Auto Scaling e Capacity Providers

Agora clusters ECS em execução no EC2 podem ser dimensionados automaticamente, conforme necessário, para atender às demandas de recursos de todas as tarefas e serviços no cluster, usando os novos Capacity Providers que são uma nova forma de gerenciar a capacidade de computação de contêineres. Com eles, é possível definir regras flexíveis e gerenciar a escalabilidade.

Para aprender mais, veja a palestra:

A Nuvem ainda deve crescer muito

Segundo Andy Jassy, em seu Keynote, apenas 3% dos workloads estão na Nuvem, ou seja, ainda há muito espaço para crescimento.

Para entender o movimento e maior foco da AWS para contar enterprise, sugiro acompanhar o Keynote do Andy Jassy, que conta inclusive com participação do CEO do Goldman Sachs, uma das principais instituições financeiras do globo.

Analytics

Redshift AQUA

O AQUA É um novo cache acelerado por hardware que permite que o Redshift execute queries até 10x mais rápido.

Redshift RA3

Agora no Redshift é possível separar a escalabilidade de clusters em termos de storage e processamento. Antes essas duas coisas necessariamente tinham que andar juntas, fazendo com que você, muitas vezes, ficasse com storage demais sobrando porque precisava de mais CPU ou ficasse com CPU sobrando porque precisava de mais storage.

Nesse sentido, esse novo lançamento é uma excelente notícia. A má notícia é que para muitos casos de uso as novas instâncias RA3 já começam grandes demais, tornando seu uso financeiramente inviável, e para as instâncias anteriores, o problema do storage acoplado ao processamento ainda permanece. Quem sabe no re:Invent 2020 teremos mais novidades?

Veja detalhes sobre as novas instâncias R3 e o AQUA:

Veja também essa palestra, com direito a participação do Yelp sobre as novidades do Redshift: 

Alguns outros destaques são o novo tipo de dado Geometry, as MViews que serão lançadas em 2020, a melhor taxa de compressão dos dados com ZSTD, e o DataLake Export que permite exportar dados do Redshift direto para um DataLake no formato Parquet.

E finalmente, aproveite para conhecer como a Workday – famosa empresa norte americana de aplicações financeiras e recursos humanos – usa o Redshift:

Athena Federated Query

Outra novidade animadora no universo de Analytics foi o Athena Federated Query. Agora você pode consultar e analisar dados em vários bancos de dados operacionais, data warehouses e data lakes num único ponto de consulta. 

Por exemplo, você pode fazer uma consulta que busca e cruza dados do RDS Postgres, do Redshift e do S3 de uma só vez.

Veja a palestra do re:Invent sobre essa nova funcionalidade:

Banco de Dados e Liberdade

Em 2019 a Amazon.com terminou a migração de cerca de 1700 bancos de dados Oracle com mais 57 PB de dados e 100 times envolvidos para outras tecnologias de bancos de dados relacionais e não relacionais, como RDS Aurora e DynamoDB.

Para ter sucesso nessa empreitada a Amazon investiu bastante em trazer visibilidade do processo para todos, criando indicadores por equipe da quantidade de bancos de dados migrados e pendentes de migração. 

Além disso, foi necessário total suporte dos executivos para acompanhar e comunicar toda a companhia da importância desse trabalho.

Outro ponto crucial foi a estratégia para lidar com os diversos profissionais que até ali haviam dedicado a maior parte de suas carreiras para estudar uma tecnologia que seria descontinuada dentro da companhia que trabalhavam e, convencê-los a apoiar e fazer parte dessa jornada. 

A Amazon então deu todo o suporte necessário para ajudar esses profissionais a se especializarem em outras ferramentas e plataformas com diversas oportunidades de treinamento e trilhas alternativas de carreira.

Por fim, foi muito importante criar um ambiente de compartilhamento de lições aprendidas. Isso fez com que os diversos times não passassem pelos mesmos problemas que os outros, já que a solução já tinha sido encontrada. 

Você também pode consultar alguns dos padrões compartilhados, em: https://pages.awscloud.com/aws-innovators-amazon.html

Algumas das principais ferramentas utilizadas foram o AWS DMS e SCT (Schema Conversion Tool).

Veja nesta palestra um pouco de como foi esse processo:

Cassandra

Dando continuidade a sua estratégia de bancos de dados, especialistas em oposição a estratégia da Oracle de ter um banco de dados autônomo que tenta resolver quase todos os problemas, esse ano a AWS lançou mais uma oferta, o Cassandra gerenciado.

RDS Proxy

Um tipo de Pool de Conexão Distribuído para Serverless. É um proxy de banco de dados gerenciado altamente disponível para o RDS. Ideal para usar com microsserviços e Serverless. 

Arquiteturas serverless podem abrir um grande número de conexões com o banco de dados ou abrir e fechar conexões com muita frequência, e isso pode estressar a memória e a CPU do banco de dados, resultando em baixa performance e escalabilidade limitada. 

O RDS Proxy fica entre o aplicativo e o banco de dados para agrupar e compartilhar conexões estabelecidas, melhorando a eficiência do banco de dados e a escalabilidade do aplicativo. 

Confira a palestra com as principais novidades do RDS: 

S3

O S3, que é um dos serviços mais fundamentais da AWS e o mais usado para construção de DataLakes, também traz algumas novidades como Intelligent Tiering para que dados não acessados por mais de 30 dias possam ser convertidos para storage mais barato automaticamente e, caso voltem a ser acessados, automaticamente mudem de tier. Houve também a redução de preço do S3 Glacier Deep Archive para US$ 1 TB/mês.

Para aumentar a segurança do uso de S3, a AWS lançou também o Identity and Access Management (IAM) Access Analyzer, que analisa continuamente as permissões concedidas usando políticas associadas aos seus buckets Amazon S3, chaves do AWS KMS, filas do Amazon SQS, funções do AWS IAM e funções do AWS Lambda.

Já o Amazon S3 Access Points, permite que você tenha diferentes pontos de acesso para o mesmo bucket, com políticas de segurança diferentes, ideal quando diferentes aplicativos ou empresas precisam acessar o mesmo bucket.

Algumas palestras de S3 recomendadas são:  

Amazon Elasticsearch Service: AWS UltraWarm

O UltraWarm é um serviço para o Amazon Elasticsearch Service que permite armazenar e analisar interativamente seus dados usando o Elasticsearch e Kibana, enquanto reduz o custo por GB em até 90% sobre as opções de armazenamento de acesso frequente existentes do Amazon Elasticsearch Service. 

Agora você vai poder manter os registros frios (consultados com pouca frequência) no Elasticsearch por mais tempo e por um custo bastante reduzido, permitindo armazenamentos em escalas de até 3 PB de dados.

Veja os detalhes do serviço na palestra de lançamento:

Amplify DataStore

É um data store para Web, IoT e desenvolvedores de dispositivos móveis que utilizam iOS, Android e React Native. 

O Amplify DataStore oferece um modelo de programação para a utilização de dados compartilhados e distribuídos, sem necessidade de desenvolver código adicional para situações offline e online. 

O Amplify DataStore usa o AWS AppSync e Amazon DynamoDB.

Microservices & Integrações

HTTP Gateway

Além do API Gateway que já existia, agora a AWS lançou uma versão mais light e mais econômica, ideal para APIs, permitindo que os clientes criem rapidamente APIs RESTful de alta performance até 71% mais econômicas que as APIs REST também disponíveis no API Gateway. 

As APIs HTTP foram otimizadas para criar APIs que fazem proxy para funções do AWS Lambda ou back-ends HTTP, tornando-as ideais para serverless.

Confira as palestras abaixo, sobre o API Gateway:

Atenta ao aumento de aplicações orientadas a eventos, a AWS fez dois anúncios interessantes, relacionados a Event driven Architectures.

AWS Step Functions Express Workflows

O Express Workflow é um novo tipo de workflow do AWS Step Functions, que orquestra de forma econômica serviços de computação, banco de dados e mensagens da AWS com taxas de eventos superiores a 100.000 eventos por segundo. 

Amazon EventBridge Schema Registry

Esse serviço permite armazenar a estrutura de eventos (ou esquema – isso é, quais são os dados do evento) em um local central compartilhado e mapeia esses esquemas para linguagens como Java, Python e Typescript, para que seja fácil de utilizar eles como objetos no seu código. 

O Amazon EventBridge é um barramento de eventos serverless que facilita a integração de aplicativos.

Design Patterns na Nuvem

Um dos únicos anúncios do Keynote do Werner em 2019, o AWS Builders Library é uma coleção de lições aprendidas pela Amazon.com na construção de aplicações mais resilientes. 

Há conteúdos relacionados a fazer rollback de deployments de forma segura, caching, health checks, CI/CD, redução de blast radius dentre outros temas relevantes.

Vale a pena conferir e ler cada um dos artigos publicados em:

The Amazon Builders Library

Além disso, veja essa palestra sobre alguns dos principais casos da Builders Library:

Segurança

Detective

O Amazon Detective é um novo serviço que facilita análise, investigação e identificação rápidas da causa raiz de potenciais problemas de segurança ou atividades suspeitas. 

Ele coleta automaticamente dados de log e usa machine learning, análise estatística e teoria dos grafos para criar um conjunto de dados vinculados que permite realizar facilmente investigações de segurança mais rápidas e eficientes.

Veja também a palestra de introdução do Amazon Detective:

Sustentabilidade

Peter DeSantis em seu Keynote  anunciou que a AWS tem o objetivo de até 2030 usar 100% de energia com origem em fontes renováveis e até 2040 ser totalmente livre de emissão de carbono.

Veja o Keynote do Peter, para saber mais:

Não existe Algoritmo de Compressão para Experiência

“Não existe Algoritmo de Compressão para Experiência” esse foi um dos grandes temas do Dr. Werner Vogels, CTO da Amazon em seu Keynote, onde falou sobre diversos temas importantes, mas especialmente sobre a importância de se criar arquiteturas distribuídas e resilientes, que estejam sempre prontas para reagir à falha de algum de seus microsserviços ou componentes, porque “tudo falha o tempo todo”.

Confira o Keynote do Werner na íntegra:

Continuidade da Série Go Build do Werner no Youtube

Conforme anunciado ano passado, Werner continua viajando o mundo para conhecer Startups e histórias de empresas e pessoas que estão mudando o mundo com tecnologia AWS. Já são mais de 8 episódios, inclusive um deles gravado do Rio de Janeiro. Vale conferir:

Executive Summit

Imagem do painel Executive Summit, que aconteceu no  AWS re:Invent 2019.

Esse ano tive, pela primeira vez, a oportunidade de participar do Executive Summit. Um sub-evento dentro do re:Invent para executivos. Foi uma experiência fantástica. Com muito conteúdo relevante.

Gostei muito das atividades, palestras e workshops, em destaque do Workshop “Working from the Customer Backwards” que apresentou um pouco da metodologia de trabalho da Amazon para desenvolvimento de novos produtos ou grandes features. 

Eu já conhecia um pouco e até havia escrito um post sobre isso anos atrás. Mas, poder aprender mais sobre isso diretamente da equipe da Amazon foi uma experiência incrível.

Para aprender mais confira essa apresentação:

Lições aprendidas com Andy Jassy

Também foi muito bacana participar do Fireside Chat com o Andy Jassy, CEO da AWS, onde ele compartilhou um pouco de sua visão de liderança e falou um pouco mais sobre seu processo de trabalho em equipe e tomada de decisões.

Exagere na Comunicação

Uma das lições que ele nos passa, é que, especialmente em uma companhia que cresce rápido como a AWS, é importante exagerar na comunicação das coisas, em especial no que tange cultura e princípios. 

Ele recomenda que os líderes não tenham medo se parecerem redundantes ao falar disso, porque se não for devidamente reforçado as pessoas não vão lembrar e não fazer disso parte de seus dias e decisões.

“Não há substituto para pessoas excepcionais”

Para Jassy é alguns talentos performam múltiplas vezes mais do que outros, e é muito importante ter um processo redondo de atração dos melhores para sua companhia. 

Ele gosta especialmente de pessoas e líderes que entram nos detalhes das coisas e aprendem como tudo funciona, ao invés de pessoas que preferem trabalhar num nível maior de abstração, mais superficial e sem profundidade.

Pergunte, mesmo se parecer idiota: Andy contou sobre alguns momentos em que trabalhava com Bezos e era novo da companhia, e ficava com medo de fazer algumas perguntas e soar como um idiota, por não saber algo básico. 

Com o tempo, ele notou que o próprio Bezos depois pergunta a mesma coisa, então aprendeu que não ter medo de fazer perguntas era uma ferramenta muito importante para que pudesse aprender sempre e tomar as decisões mais acertadas na companhia.

Desencoraje as pessoas de comportamentos indesejáveis

Certa vez, ouvi dizer que a cultura de uma companhia é tão ruim quanto o pior comportamento que seus líderes concordarem em tolerar das pessoas, e de certa forma essa é a mensagem aqui. 

Uma das frases que me marcou foi “se você permitir que as pessoas tenham lento progresso, elas terão”, é preciso criar e enfatizar uma cultura de alto desempenho se é isso que você quer.

Todo problema precisa ter um dono na companhia

Isso é essencial para a cultura de Ownership (Cabeça de Dono) que a Amazon tem. 

Nós não acreditamos em MVP, acreditamos em MLV

Para Andy Jassy, não adianta lançar um produto que as pessoas não amem, por isso em vez de Minimum Viable Product, a AWS foca em Minimum Lovable Product.

Do que sentimos falta?

Não como protesto, mas por diversão, vou compartilhar alguns itens da nossa lista de desejos. Além disso, também vou falar de algumas previsões que acertamos e erramos sobre os lançamentos.

Como contamos no ano passado, depois de 8 anos seguidos participando do re:Invent, criamos um ritual pré evento: enquanto esperamos o embarque no aeroporto, nos reunimos para apostar quais serão os lançamentos apresentados nos Keynotes e quais são os itens que levaremos em nossa lista de desejos.

Pra variar erramos mais do que acertamos, kkkkkkkk.

O que acertamos:

  • Solução para cold-start nos Lambdas;
  • Soluções de IA mais Verticalizados (ex. Healthcare);
  • Cassandra Gerenciado;
  • Novo hardware com inteligência (ex. Drone, Robô…);
  • Solução para Reconhecimento de Voz;

O que erramos:

  • Serviço similar ao Cloudnary;
  • Aurora: Compatível com Queries Oracle;
  • Aurora: Recurso de Flashback semelhante ao Oracle DB;
  • Solr Gerenciado;
  • EC2 multi-region / RDS multi-region;
  • Security by default (serviços já virem configurados com alto grau de segurança);
  • AIOps for Cloudwatch;
  • GPU para lambda;
  • Low-code platform;
  • Sagemaker Notebooks Serverless;
  • Marketplace de APIs;
  • Ferramenta para ajudar com gerenciamento de compliance de dados;
  • Drag and Drop para machine Learning;
  • DeepRacer full size;
  • Solução para gerar desenho da arquitetura com base nos recursos existentes;
  • Não precisar de uma máquina para cada usuário no appstream;
  • Algum serviço XMPP alike;
  • Serviço para troca automática de tipo de instância;
  • ECR Hub (imagem pública);
  • Suporte Docker no Lightsail;
  • Framework de IA focado em jogos;
  • Auto-scaling de EBS;
  • Ferramenta de migração de EC2 para Docker;
  • APM da AWS;

Ainda assim, claro, saímos muito felizes com as novidades e lançamentos, e temos esperança que em algum momento a AWS anunciará novidades que atenderão outros itens dessa nossa lista de desejos. 

Em 2018, por exemplo, o DocumentDB que estava em nossa lista para o re:Invent 2018 não foi anunciado no re:Invent, mas foi lançado ao longo do ano. 

Quem sabe alguns desses itens da nossa lista não estão no forno e prestes a serem anunciados?

Agora, fora dos mundo das features, sentimos falta de ver o Werner falar mais diretamente pros Builders como fazia nos anos anteriores. Esse ano o Keynote foi tomado por mais cases de clientes da AWS, que também foram bastante interessantes, claro. 

O fato é que gostamos muito das longas aulas de tecnologia e anúncios de ferramentas para builders que o Werner fazia em seus Keynotes, e a mudança fez falta para nós. Ainda assim foi muito bom!

Conclusão

A edição 2019 do AWS re:invent foi repleta de lançamentos que serão muito úteis para a Bluesoft, outros parceiros e clientes da AWS.

Mais uma vez a AWS entregou um evento fantástico!

A comunidade em torno da AWS não para de crescer e o nível das palestras e atividades foi sensacional. É uma experiência fantástica de imersão em computação em nuvem, aprendizado e networking.

A AWS nos surpreendeu com lançamentos que jamais poderíamos ter imaginado. Diversas dessas boas surpresas serão muito úteis para a nossa rotina e aumentarão nossa eficiência e produtividade. 

Porém, sempre temos aqueles itens na lista de desejos que ainda não foram atendidos.

Para nós, ficou claro que a AWS já está direcionando seu foco para ganhar o mercado Enterprise. Aqueles 97% de workloads que ainda não estão na Cloud. 

Nossa leitura é que os novos workloads continuarão se tornando cada vez maiores quando agregados, porém menores individualmente (por conta de arquiteturas distribuídas como microsserviços), os cuidados com segurança devem continuar aumentando, e muitos novos serviços, com maiores níveis de abstração, devem continuar sendo lançados.

Com esses novos recursos, poderemos focar ainda mais no que gera diferencial para nossos serviços e menos em trabalhos de gestão e administração de serviços, que agora poderão ser utilizados na forma de serviços gerenciados.

A Bluesoft está constantemente trabalhando em inovações e estamos ansiosos para poder usar os novos recursos anunciados do re:Invent 2019.

Obrigado AWS!

Agradecimentos especiais para Fernando Nogueira, Rodrigo Bessa, Giovani Bassan, Vinicius Cordeiro e Eric Secco, que têm nos dado todo o apoio para que possamos usar os recursos da AWS da melhor forma possível e assim agregar mais valor para nossos clientes através do poder da computação em nuvem.

É isso aí! Esperamos que essa review seja útil para você. 

E se você gostou desta review, e quer ver outras dessas em 2020, deixa aqui o seu comentário para a gente. 😉

Não deixe de ver a página oficial da AWS com os lançamentos do re:Invent 2019 https://aws.amazon.com/new/reinvent

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