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[TDC 2013] “10 perguntas que precisam ser respondidas antes de você iniciar o próximo projeto ágil de software”

No dia 12/07/2013 parte da equipe da Bluesoft participou do evento TDC 2013, na trilha de análise de negócios. Neste post estou citando a palestra ministrada por Marcelo Menezes Neves, que foi sobre “10 perguntas que precisam ser respondidas antes de você iniciar o próximo projeto ágil de software“.  Um tema interessante, pois nem sempre os times envolvidos sabem como começar um projeto, porém respondendo estas 10 perguntas propostas pelo palestrante, a equipe terá maior visibilidade do projeto para seguir na direção certa.

 

No início da palestra, Marcelo Neves comentou um pouco sobre sua carreira, que iniciou com a programação em Clipper e Cobol, as quais na época eram linguagens avançadas e fazia-o achar que através delas, poderia resolver qualquer problema da empresa. Este pensamento mudou quando percebeu que o que sempre pediam a ele era para desenvolver pequenos sistemas que resolvessem problemas pontuais, mas que não recebiam o merecido valor, tanto no entendimento, quanto no desenvolvimento. Mais tarde, Marcelo começou a gerenciar projetos e, mesmo sem querer, passou para o outro lado, agora era ele quem pedia “sisteminhas” para resolver os problemas pontuais.

Nas análises de negócios, elaborava grande quantidade de papeladas com requisitos e especificações e, se algum desenvolvedor tinha uma dúvida, ele pedia para que lessem todo o material escrito, pois toda a informação necessária estava lá…

Com o surgimento do Movimento Ágil, Marcelo contou com uma ótima equipe de desenvolvimento, porém ao fazer a entrega, ouvia do cliente “Não era bem isso que eu queria…”.

Afinal, o quê os envolvidos no projeto precisam saber para que ele seja um sucesso? Confira as 10 perguntas e respostas abaixo:

1. Por que estamos aqui?

Devemos manter uma visão única entre todos os envolvidos e, o mais importante, é o membro do time saber o propósito do projeto, pois no seu dia-a-dia ele toma muitas decisões, e, sabendo disso influenciará muito no sucesso do projeto. O palestrante citou a ferramenta que podemos utilizar, o The Business Model Canvas  que ajuda a tornar visível à todos quem é o público alvo, quem estamos tentando atingir, qual solução está tentando atender o problema, quem são as partes interessadas, etc.

2. O que queremos construir?

Devemos identificar o público alvo da solução que estamos construindo, os departamentos que irão se beneficiar com o projeto, o problema que será resolvido com este produto. Marcelo citou o Product Canvas do Roman Pichler, para ajudar a equipe de desenvolvimento com as User Stories.

3. O que o produto fará pelo cliente?

O maior interessado é o cliente, quem irá dizer o que é bom é o cliente. Marcelo citou sobre o Product Box, por exemplo, em uma sala trazemos o Product Owner, o desenvolvedor, os clientes, os usuários e os patrocinadores do projeto. Dentro de uma caixa são colocadas as funcionalidades do sistema e algumas de suas vantagens e, o cliente, por sua vez, tenta vender para o desenvolvimento a solução, considerando o que realmente é importante para ele.

4. O que o produto não será?

Temos que pensar o que fará parte do produto e o que não fará, isso ajudará a equipe no desenvolvimento. Com isso, o cliente estará ciente do que será entregue com maior valor de negócio para ele.

5. Como o produto será construído?

Neste momento é competência da equipe de desenvolvimento definir como será construído o produto, qual ferramenta de desenvolvimento, quais tecnologias serão utilizadas, quais treinamentos poderão ser úteis para a equipe e é interessante que o cliente esteja envolvido nisso tudo. Desta forma será possível alinhar as expectativas de todos os envolvidos, sobre o que será construído.

6. Quem deve participar?

Todo mundo pode participar: Scrum Master, PO, Especialista, Analista de negócios, Tia do cafezinho, Desenvolvedor, etc. Marcelo citou também uma ferramenta Culture map (Davi Gray) que podemos mapear além de pessoas, a cultura da empresa e a essência da empresa.

7. O que pode dar errado?

É importante colocar todas as partes envolvidas em uma sala e fazer esta pergunta. Tudo bem que você será metralhado por estar fazendo este questionamento, mas é melhor fazer isso no começo do que no meio do projeto, você ficará sabendo que o time não conhece uma determinada tecnologia que será usada, por exemplo e poderá resolver o problema enquanto há tempo.

8. Quanto tempo leva?

Uma pergunta comum a ser feita pelo gerente de projeto. Podemos responder uma estimativa de data ou uma idéia de quando o projeto terminará. Uma ferramenta que o palestrante costuma usar para responder esta pergunta é a User Story Mapping (Jeff Patton), que possibilita ter uma visão geral do projeto para acompanhar seu andamento.

9. O que é mais importante?

É saber qual o intuito do projeto que está sendo desenvolvido e entregar o que mais agregará valor para as partes interessadas, como clientes e investidores.

10. Como o projeto vai acontecer?
Precisamos saber das habilidades das pessoas envolvidas, como iniciaremos o projeto e como o projeto decorrerá no processo de desenvolvimento.

“E aí? Está pronto para iniciar o próximo projeto?”

Wellington Marion

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